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FGVL - CAMPEONATO GAÚCHO DE ASA DELTA
- Regulamento
CAMPEONATO GAÚCHO
DE ASA DELTA
REGULAMENTO:
1 - OBJETIVO
O campeonato Gaúcho de Asa Deita tem como prioridade:
. promover a troca de experiências entre os pilotos gaúchos ;
. proporcionar condições técnicas , visando a classificação dos campeões estaduais e dos representantes gaúchos em competições nacionais;
. projetar e divulgar as atividades de vôo livre , aumentando a sua popularidade.
2 - PROGRAMA
O campeonato se realizará com o mínimo de 3 provas e o máximo 14. Não atingindo o mínimo, prorroga-se até completar as 3 provas. Haverá 1 descarte se acontecerem 5 a 9 provas e 2 descartes quando acontecerem 10 ou 14 provas .
As datas e os locais serão determinados em Assembléia Geral pelos representantes de clubes . O Departamento de Asa e os representantes de clubes divulgarão o cronograma aos pilotos com antecedência mínima de 15 dias . As alterações de data e local só serão possíveis com a aprovação de dois terços dos pilotos inscritos. As alterações deverão ser comunicadas a todos os envolvidos .
Do programa a ser divulgado, deve constar, além das datas e locais de provas, o programa de treinamento, inscrições, abertura, competições e encerramento do evento com premiações.
3 - LOCAIS
A comissão técnica do Departamento de Asa Delta fará estudos dos locais adequados às provas considerando :
. decolagens seguras com mais de um sentido;
. acesso fácil;
. regiões com solo apropriado que proporcionem ascendentes de ar;
. pouso e resgate fáceis.
4 - PROVAS
A prova a ser marcada deverá ter um percurso igual ou superir a 25 km. Para validar a prova, pelo menos um piloto deverá voar 15 km. É facultativo iniciar a prova com "Start Gate". Os pilotos "merrecas" serão avaliados como se tivessem voado 3km. Os inscritos que não comparecerem ou não decolarem (Arnarelões) terão pontuação zero na prova. O piloto considerado "merreca" é aquele que voa uma distancia inferior a 4km em direção á rota da prova.
TIPOS DE PROVAS
Defasagem de tempo (DT) com corrida ao gol
a) com gol
Esta prova consiste em percorrer determinada distância entre a decolagem e um "portão", no menor tempo possível. Os pilotos que não atingirem o gol serão classificados conforme a distância que os separa do gol.
b) com pilão (ões) e gol
Esta prova é incrementada por pontos de contorno entre a decolagem e o gol. Pontos denominados pilões. A prova poderá contar com um ou mais pilões. O primeiro pilão deverá ter no mínimo 5 km da decolagem. Aos pilotos que cruzarem o portão será aplicado o fator tempo. Os pilotos que não atingirem o gol serão classificados pela distância que os separam do próximo pilão ou gol, ou seja, comprimento do raio que tem por centro da circunferência o pilão seguinte ao ultimo sobrevoado ou do próprio gol. O pilão será considerado contornado se o GPS acusar a passagem do piloto dentro de um circulo com raio de 200 m em tomo da coordenada do pilão. A foto do pilão deverá ser tirada dentro de um setor circular de 90º com, no máximo ,1 km de raio, simetricamente oposto ao ângulo menor da trajetória da prova.
Obs: As provas "a" e "b" se enquadram no processo das circunferências concêntricas cujo centro é o passo seguinte que o piloto não atingiu.
A altura máxima para o cruzamento do portão deverá ser previamente estabelecida de acordo com os recursos de infraestrutura para identificação dos pilotos.
Em cada "briefing" diário o juiz geral anunciará a prova indicada pela comissão de provas.
5- CLASSIFICAÇÃO
A classificação é baseada na soma dos pontos de cada prova, computados através das fórmulas adotadas em campeonatos nacionais e um fator validade com apuração mais justa. A classificação geral conta pontos para o "ranking" estadual .
As fórmulas são as seguintes :

O Fator Validade não
pode ser superior a 1.
6 - INSCRIÇÃO
O campeonato é aberto a todos os pilotos do Estado do Rio Grande do Sul que estiverem em dia com os compromissos estatutários do seu Clube. Para o segundo semestre será exigida a Carteira de Piloto Desportivo. A inscrição é possível a qualquer momento. O piloto que voar pelo campeonato sem ter pagado a taxa de inscrição, a sua pontuação não será considerada. Os pontos do piloto não serão validados com pagamento posterior à prova .
O Departamento de Asa Delta poderá vedar a participação de pilotos que estejam cumprindo penas disciplinares. O número mínimo de participantes para que o campeonato se realize é de 15 pilotos. A inscrição limita-se aos pilotos de classe de competição FAI 1. Haverá classificação por categorias com regulamentação anexa.
7 - ORGANIZAÇÃO
Responsabilidade
A responsabilidade pela organização das etapas que comporão o Circuito Estadual será do Departamento de Asa Delta da FGVL. Essa responsabilidade poderá ser transferida a um Clube de Vôo Livre, sempre com autorização do Departamento.
Os responsáveis pela organização do campeonato deverão apresentar um organograma definindo as atribuições necessárias ao bom andamento de cada etapa.
Definições e Atribuições
a) Organização do Clube (local da etapa)
Aos organizadores locais cabem as responsabilidades de providenciar mapas, fotos de pilões e gol, demarcação do corredor de decolagem, birutas m decolagem e no pouso oficial, juizes auxiliares, materiais para primeiros socorros e, se possível, ambulância transporte divulgação e premiação da etapa.
b) Comissão de Provas
Para o Circuito Estadual será designado uma Comissão de Provas para a 1a prova, composta pelos cinco pilotos melhores classificados do "ranking" gaúcho. Nas provas posteriores, considerar-se-á os cinco melhores pilotos da prova anterior. Os pilotos ausentes serão substituídos por outros; seguindo a ordem de classificação.
Esta Comissão deverá definir a prova que será realizada, indicando os pilões e gol entre os preestabelecidos, a rota de vôo e o modo de partida. Caso a Comissão não se manifestar em tempo, o juiz geral definirá a prova. Tendo decolado um piloto nada mais poderá ser alterado.
O Departamento de Asa Deita e a Comissão de provas tomará decisões quando condições meteorológicas adversas impossibilitem a realização da prova. A decisão pelo cancelamento da prova ocorrerá a partir das 14 h 30 min do horário solar.
A ausência ou desistência do piloto antes do cancelamento da prova no horário previsto é de inteira responsabilidade do piloto.
Em dia de prova com fracas ascendentes e com condições atmosféricas que não comprometam a segurança a prova deverá ser voada na tentativa de superar a quilometragem mínima: 15 km. Caso um piloto atingir 15 km do percurso da prova em condições seguras, nenhum protesto invalidará a prova.
c) Juiz Geral
O juiz geral é responsável pela parte técnica do evento. Deverá ser pessoa engajada ao vôo livre com bastante experiência inclusive em competições. Ter boa noção de regras esportivas e conhecimento profundo do regulamento do campeonato.
Deverá realizar "briefing" com todos os juízos e todos os pilotos antes de cada prova e fazer obedecer estritamente ao regulamento em questão.
Cabe a ele delegar funções aos juizes específicos de cada prova controlando o trabalho de cada um. Nunca deverá ser interpelado pelos pilotos durante a competição, tendo poderes para penalizar concorrentes por comportamento incompatível com as regras do campeonato. Somente o juiz geral terá competência para penalizar concorrente da competição.
d) Juiz de Rampa
É o responsável pelo controle da rampa e, orientado pelo juiz geral, cabe-lhe:
. autorizar o acesso à rampa, a decolagem dos pilotos, a abertura e fechamento da janela etc;
. efetuar vistoria do equipamento de todos os pilotos, podendo, inclusive, vetar a decolagem de algum piloto, se assim julgar necessário:
. organizar e autorizar a montagem das asas;
. controlar o espaço aéreo nas proximidades da rampa.
O juiz de rampa terá tantos auxiliares quanto necessários para o desempenho de suas funções.
e) Juiz de Pouso
É o responsável pelo controle das áreas de pouso, cabendo-lhe:
. organizar as áreas de pouso;
. instalar biruta e faixa "portão";
. controlar todas as anotações de pouso e passagem dos pilotos pelo "portão";
. tomar as decisões referentes aos eventos de pausa ("crash", aproximação perigosa, etc.);
. organizar o taxiamento das asas após o pouso.
O juiz de pouso terá tantos auxiliares quanto necessários para o desempenho de suas funções.
Obs. : Os juizes devem ter comunicação via telefone celular.
f) Comissão de Protesto
E a instância legal capaz de receber os protestos dos participantes discordantes. A Comissão é formada pelos 5 pilotos mais votados no ato da inscrição. Cada protesto deverá ser por escrito e assinado até 24h após o conhecimento dos resultados e acompanhados de uma quantia em dinheiro pré-estipulada pela FGVL. Esta quantia será devolvida em caso de deferimento. O piloto, membro da Comissão de Protesto, envolvido em recurso, será substituído na Comissão pelo piloto que o seguir na respectiva classificação.
8 - DECOLAGEM
O tempo mínimo de "janela aberta" para validar uma prova com momentos de decolagem insegura é calculado em função do número de pilotos presentes multiplicado por 90 segundos. A janela poderá ser aberta a partir das 13h e abertura máxima até às 16h, do horário solar. A janela só será aberta pelo juiz de rampa e obedecerá ao seguinte critério:
. os pilotos interessados em decolar deverão apresentar-se ao juiz de rampa, manifestando interesse, tão logo estiverem totalmente equipados;
. caso houver piloto interessado em decolar naquele momento e o 1º piloto da lista não o fizer, o solicitante passará imediatamente à rampa. Se não decolar no prazo de 90 segundos, passará para o final da lista.
. Chegando próximo do horário do fechamento da janela e ainda havendo pilotos para decolar, o juiz de rampa fará o cálculo para iniciar a decolagem ininterrupta, oportunizando a cada piloto 90 segundos. A ordem da lista de decolagem fica a critério do juiz;
. O piloto poderá decolar mais de uma vez dentro da janela aberta. Somente o último vôo será computado;
. O juiz geral determinará o sentido da rotação das asas nas térmicas próximas à decolagem.
9 - JULGAMENTO
a) Comprovação do vôo
Após o término de cada prova, o piloto fica responsável pela comprovação do vôo através do GPS ao local e hora pré-determinados. Atraso na marcação de vôo implica penalidade.
b) Penalidades
Qualquer irregularidade nas marcações, por parte do piloto, será aplicada penalidade. Na reincidência, o piloto será desclassificado do campeonato.
10 - INFORMAÇÕES GERAIS
a) Segurança
É obrigatório o uso de: capacete, "hangloop" duplo e pára-quedas reserva. As provas deverão ser voarias dentro das regras de código aéreo brasileiro e do guia de tráfego aéreo da ABVL.
b) Troca de equipamento
O piloto, durante o campeonato, poderá trocar de asa dela.
c) Adendos
Qualquer regulamento adicional será divulgado no primeiro "briefing".
d) Responsabilidades
Os pilotos assumem os seus próprios riscos, ficando os organizadores do evento, bem como as pessoas sob seus comandos, isentos de quaisquer responsabilidades.
e) Publicidade
Os organizadores poderão usar as imagens e os nomes dos pilotos participantes, desde que seja para uso exclusivo do evento.
f) Reserva de Mudança
O Departamento de Asa Delta da FGVL reserva-se o direito de fazer mudanças neste regulamento, após consultada a Comissão Técnica.
Compilado e redigido por: Júlio Leônidas Krebs
Internet: Neko